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    Segundo Guido Mantega, poupança não limitará crédito imobiliário

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não acredita que a mexida nas regras da poupança vai limitar recursos para o crédito imobiliário. Pelo contrário, ele espera que o aquecimento nos negócios do setor e a queda nas taxas de financiamento liderada pela Caixa Econômica Federal, maior financiador do mercado, “levará o aumento da concorrência entre bancos”. A caderneta tem 65% dos recursos atrelados ao financiamento imobiliário.

    Vigora desde sexta-feira a nova regra para a caderneta, que incluiu um gatilho redutor da remuneração mensal de novos depósitos toda vez que a taxa básica de juros (Selic) ficar igual ou menor a 8,5% anuais. A aplicação financeira mais popular do país passou a ser atrelada a um percentual (70%) da Selic e não exclusivamente a um valor fixo mais a variação da Taxa Referencial (TR), que continua. Se a taxa estiver acima disso, o rendimento segue o atual: 0,5% ao mês mais a variação da TR.

    Nova regra da poupança beneficiará crédito imobiliário, diz BB

    As mudanças na caderneta de poupança terão impacto positivo nos financiamentos de imóveis, segundo avaliação do vice-presidente de negócios de varejo do Banco do Brasil, Alexandre Abreu.
    “Esse movimento permitirá que o governo continue reduzindo os juros da taxa Selic [hoje em 9% ao ano]. E, como a poupança funciona como ‘funding’ [fonte de recursos] para os financiamentos imobiliários, a expectativa é que as taxas dessa modalidade também se reduzam”, afirmou.
    Na opinião de Abreu, havia uma “barreira ” que impedia a queda de juros e que agora foi rompida.
    “Com essa alteração na poupança, os juros no Brasil poderão caminhar para padrões internacionais muito rapidamente. O que vai trazer benefícios ao país e à população. Será bom para todos”, disse brincando, em alusão ao nome do programa de redução de juros feito em abril pelo Banco do Brasil.
    DESEMPENHO
    O programa “Bom pra Todos” atraiu 124.067 clientes desde que foi anunciado, no dia 8 de abril.
    Segundo o executivo, a liberação de recursos cresceu até 156%, após a redução de juros, na linha de financiamento de veículos.
    “Passamos de R$ 10,8 milhões de liberação ao dia para R$ 38,2 milhões. Foi um dos destaques do plano”, afirmou Abreu.
    Com esse resultado, a participação do Banco do Brasil no mercado de financiamento de veículos subiu de de 4% em março para 7% em abril, de acordo com dados da Fenabrave, segundo informou o executivo.

     

    Fonte: Midia News

    Cuidado com o sonho da casa própria

    O sonho da casa própria está mais próximo de se realizar com a 8ª edição do Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal, que acontece de sexta a domingo no Riocentro, conforme o Caderno Imóveis de O DIA antecipou em 8 de abril. O comprador interessado pode aproveitar o feriado de hoje para reunir a documentação necessária, como os três últimos contracheques e o certificado de ‘Nada Consta’ (confira no quadro abaixo).
    Para o comprador saber se o financiamento cabe no bolso, a Caixa vai espalhar tendas com especialistas aptos para calcular na hora sua faixa de renda, orçamento e poder de financiamento. O feirão terá 430 mil unidades no País, sendo 46 mil só no Rio. A grande procura será por imóveis novos.

    Para quem tem urgência, as 4 mil unidades prontas para morar, como as do ‘Vitória Nova Iguaçu’, da MDG Realty, são uma opção.
    “O comprador tem a possibilidade de reservar o imóvel para conhece-lo melhor antes da compra. Boa parte das vendas seguras feitas são no pós-Feirão”, destaca o diretor da Living Construtora, Alexandre Calazans.
    A PDG ofertará 700 unidades, 400 pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. As parcelas podem ser financiadas a partir de R$99.
    A Construtora Living levará o lançamento ‘Parque dos Sonhos’, com apartamentos a partir de R$ 116 mil. Serão 68 unidades, já em fase de construção: “Observe atentamente as maquetes para entender o empreendimento e não ter surpresas”, conclui Calazans.
    Fuja das armadilhas
    No caminho até o fechamento do contrato, o primeiro passo deve ser verificar a idoneidade da empresa: “O site do Tribunal de Justiça (www.tj.rj.gov.br) é um aliado nessa pesquisa. Isso pode ser feito após o primeiro contato no feirão”, adianta o advogado imobiliário Sergio Sender.
    Ainda segundo o especialista, é seguro verificar se o memorial de incorporação foi cumprido devidamente: “O documento deverá estar obrigatoriamente arquivado no Registro de Imóveis do cartório da capital. Nessa papelada dá para saber se o ‘habite-se’ foi concedido e se livrar de futuras dores de cabeça”, explica Sender.
    Também é preciso ter nome limpo e renda compatível com a unidade em oferta: “Meu conselho é: fuja da empolgação. Certifique-se de que está fora da lista das agências de cobrança e calcule seu poder de compra. No feirão haverá simuladores no local e o cliente conseguirá ver quanto pode financiar”, destaca economista do Ibmec Gilberto Braga.
    A comprovação de renda também tem que ser feita com alguns documentos: “As construtoras pedem os três últimos contracheques do comprador, além de registros de ‘Nada Consta’ e outras pedem tempo mínimo de empregado”, conclui Sergio Sender.
    O que observar no evento
    A maquete do empreendimento não pode apenas impressionar, mas servir como base de análise. Detalhes como horário da luz do sol no imóvel e pontos de referência são importantes.
    “Esses detalhes precisam ser vistos de perto. É importante ir até onde fica o empreendimento”, lembra o consultor financeiro Sergio Braga.
    Diretor da Living Construtora, Alexandre Calazans orienta negociação: “Peça para o vendedor no stand reservar o imóvel e visitar no local. Isso é fundamental para uma boa compra”, diz.
    De lupa
    FGTS — O economista do Ibmec Gilberto Braga destaca a importância do uso do Fundo de Garantia para viabilizar o financiamento. Para gastos paralelos, como cartório e formulação do contrato, use a restituição do Imposto de Renda.
    PROJEÇÕES — As maquetes nos stands de compra são simulações bem próximas da realidade do empreendimento. No entanto, algum detalhe pode passar despercebido. Por exemplo, a distância curta entre um prédio e outro.

    Caixa: tradição no crédito imobiliário

    Na comparação com o ano anterior, em 2011, o banco emprestou mais de R$ 1,2 bilhão no Ceará
    Instituição de maior tradição no financiamento imobiliário do País, a Caixa Econômica Federal (Caixa) financiou 13.598 imóveis no Ceará, em 2011, num investimento total superior a R$ 1,2 bilhão, que corresponde a um aumento de 21% em relação a 2010. As linhas de crédito com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcançaram mais de R$ 556 milhões, com 5.122 contratações em 2011.
    Já as operações do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) somaram R$ 644 milhões, totalizando 8.476 contratos no ano passado. Até março de 2012, a Caixa no Ceará já aplicou R$ 326 milhões no financiamento de 3.527 imóveis.
    Opções
    Dentre as opções de crédito oferecidas pela instituição estão a Carta de Crédito financiada pelo SBPE, além de modalidades vinculadas ao FGTS e dentro do Sistema Financeiro de Habitação, como o Programa Carta de Crédito FGTS, o Programa Minha Casa Minha Vida e o Programa Pró-Cotista. Há ainda a possibilidade de aquisição a vista com recursos do próprio FGTS.
    A modalidade carta de crédito com recursos do SBPE, pode ser dentro ou fora do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). No primeiro caso, o valor máximo de avaliação do imóvel é R$ 500 mil, com prazo de 92 a 360 meses, percentual máximo de financiamento de 90% e taxa de juros de 9,5690% ao ano (a.a.), que pode cair para 8,5563% a.a. , em caso de contratação do pacote básico de produtos Caixa. Para os imóveis fora do SFH, o prazo vai de 36 a 360 meses, com percentual máximo de financiamento de 90% e taxa de juros de 10,4815% a.a., havendo possibilidade de redução para 10,0262%, com o pacote básico de produtos Caixa.
    A carta de crédito FGTS/MCMV se destina a aquisição de imóvel residencial para renda familiar bruta de até R$ 5.000,00, voltada a imóveis de até R$ 150 mil, que tenham habite-se expedido a partir de 26/03/2009. Nesse caso, a concessão de subsídio só é possível para clientes com renda familiar até R$ 3.100,00, desde que não tenha sido beneficiário anterior a qualquer subsídio ou desconto.
    O prazo de amortização vai de 120 a 360 meses, a depender da renda familiar, com uma quota máxima de financiamento de 100% para um prazo de até 240 meses, 90% de 241 a 300 meses, 80% de 301 a 360 meses, conforme também a capacidade financeira do proponente para pagamento das parcelas mensais. As taxas de juros variam de 5% a 8,16% a.a., a depender da renda familiar, podendo ser concedido redutor de 0,5% na taxa juros para os trabalhadores que possuem contrato de trabalho ativo ou conta com saldo existente de contrato de trabalho encerrado.
    Demais programas
    No Programa Carta de Crédito FGTS as condições são similares as do programa Minha Casa Minha Vida, para aquisição de imóvel residencial novo ou usado.
    No Pró-Cotista o proponente precisa ter no mínimo três anos de trabalho sob o regime do FGTS, com contrato de trabalho ativo ou saldo de no mínimo 10% do valor de avaliação do imóvel. O comprador não pode ter outro financiamento ativo. Essa modalidade é para imóveis até R$ 500 mil, com prazo de amortização de 12 a 360 meses, quota máxima de financiamento de até 80% para imóvel usado e 85% para imóvel novo e taxa de juros de 8,66% ao ano.
    A aquisição à vista, com recursos do FGTS, é exclusiva para trabalhadores com no mínimo três anos de trabalho sob o regime do FGTS, que não tenham outros financiamentos ativos nem sejam proprietários. O imóvel deve estar situado no município onde o proponente trabalha ou no atual município de residência. A modalidade se destina a imóveis residenciais urbanos no valor até 500 mil.

    Consórcio para quem não tem pressa

    Banco do Brasil tem consórcio imobiliário de R$ 30 mil a R$ 300 mil. Crédito no Itaú é de R$ 350 mil a R$ 700 mil
    Para quem tem onde morar e está disposto a esperar para adquirir seu imóvel com juros bem mais baixos aos praticados no mercado, o consórcio imobiliário é uma boa opção.
    No Banco do Brasil o consórcio de imóveis destina-se a pessoas físicas, correntistas e não correntistas. O BB Consórcio tem custo reduzido quando comparado a outras modalidades de aquisição de bens, porque não existe cobrança de juros, IOF nem taxa de adesão.
    Não há necessidade de possuir conta corrente para clientes interessados no consórcio imobiliário e é possível utilizar o FGTS no consórcio de imóveis para pagar lance, complementar o valor da carta de crédito, amortizar prestações na ordem inversa e liquidar saldo devedor.
    O BB Consórcio Imobiliário tem prazo de 200 meses e o valor das cartas de crédito para aquisição do imóvel varia de R$ 30 mil a R$ 300 mil. O produto é oferecido aos clientes com taxa de administração de 17%, diluídos ao longo do período de pagamentos da cota, mais 1% de taxa de administração antecipada – esta última com valor diluído nas dez primeiras prestações.
    O Diferencial de Redução de Prestação do BB Consórcio Imobiliário permite no ato da adesão, optar por reduzir o valor da prestação paga mensalmente, até a contemplação da cota ou até o grupo atingir 50% do seu prazo original – o que ocorrer primeiro.
    De alto valor
    No ano passado, o Itaú lançou grupo de consórcio de imóveis com créditos de R$ 350 mil até R$ 700 mil. O produto visa suprir a demanda por imóveis de valores mais altos, com foco em pessoas que pretendem usar o consórcio para planejar esse investimento. O consórcio Itaú de Imóveis dura 180 meses e tem parcelas a partir de R$ 2.531,52 (crédito de R$ 350 mil).
    “Percebemos a necessidade de um consórcio com créditos maiores. O atual momento do mercado imobiliário proporcionou a oportunidade para esse produto, que atende a uma demanda de nossos clientes, correntistas e não correntistas. Além disso, 80% do público consumidor de consórcio imobiliário pertencem às classes A e B” afirma Luis Matias, vice-presidente da Área de Consórcios do Itaú Unibanco. “Nossos clientes nos questionavam sobre a possibilidade de contratação de mais de uma carta de crédito, já que estavam interessados em adquirir imóveis de valores mais altos. Esse grupo com créditos de até R$ 700 mil, exclusivo no mercado, nos permitiu simplificar o processo para atender a essa demanda, oferecendo uma carta única com os valores que nossos clientes vinham pedindo”, acrescenta o executivo.
    Não é necessário ser correntista do Itaú para entrar nesse grupo. Ele oferece o benefício do lance embutido, em que até 30% do total já pago pode ser usado para ofertar como pagamento do lance.
    Itaú diferencial na agilidade
    No Itaú Unibanco, o financiamento de imóvel residencial está vinculado ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH). É possível usar o FGTS para imóveis até 500 mil, financiando até R$ 400 mil com taxa até 12%+TR. Para outras faixas de valor, as taxas de juros são negociáveis, conforme relacionamento do cliente com o banco.
    A agilidade é um dos diferenciais da instituição. A análise de crédito pode ser feita sem ter imóvel definido. A resposta será informada em até 1 hora, para financiamentos até R$ 800 mil. De acordo com o Banco, a contratação é rápida e simples. O Itaú tem a menor lista de documentos do mercado. O banco financia até 80% do valor do imóvel residencial, em até 30 anos. É possível utilizar o FGTS como entrada, para pagamento de parcelas futuras ou até para liquidar o financiamento.
    Outro diferencial é que o cliente poderá incluir no financiamento os custos de registro do contrato em cartório e do ITBI. Esses custos são exigidos em toda compra e venda de imóvel e podem representar até 5% do valor.
    O valor das parcelas podem comprometer até 35% da renda dos compradores. A renda líquida mínima para o financiamento pode ser composta por até duas pessoas. Além do gerente, o processo também é acompanhado por equipe especializada em crédito imobiliário do Itaú.
    Outros bancos, como Santander e HSBC, também atuam no mercado de crédito imobiliário. Antes de decidir sobre o banco que irá financiar o sonho da casa própria, vale a pena consultar as condições, taxas e vantagens oferecidas em cada um.

    Conquiste a chave da casa própria

    chave

     

    Mesmo com o crescente acesso ao crédito imobiliário e a elevação do nível de renda da classe C no Brasil nos últimos anos, sair do aluguel e conquistar a chave da casa própria ainda é o sonho de muitos. Especialistas financeiros, porém, indicam que o melhor caminho é equilibrar receitas e despesas antes de assumir esse compromisso. O próximo passo é pesquisar para decidir qual a modalidade de compra e planejar o investimento.
    Hoje ficou mais fácil adquirir um imóvel. É possível comprar a casa própria por meio de financiamento bancário com juros acessíveis e prazos elásticos de até 30 anos. Para quem possui economias próprias, tem algum imóvel para reinvestir e não quer se comprometer com tantas prestações, outra alternativa é negociar direto com a construtora. Se não houver pressa, o consórcio imobiliário pode ser também uma boa opção.
    Crédito pulverizado
    De acordo com o vice-presidente da área imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, há cerca de cinco anos, quando não havia tanta facilidade de crédito, o financiamento próprio de construtoras representavam 80% das vendas de imóveis residenciais no Ceará. Os 20% restantes eram financiados pela Caixa.
    Atualmente, com o crédito imobiliário pulverizado em vários bancos, redução de juros e a crescente ascensão da população de baixa renda, as construtora passaram a investir mais em empreendimentos populares, transferindo a maior parte dos financiamentos para o setor financeiro.
    “Hoje 90% dos financiamentos de imóveis são feitos com os bancos. Os autofinanciamentos são pontuais, respondendo por apenas 10% do total”, afirma.
    Montenegro fala que, em geral, as construtoras não têm estrutura para administrar recebíveis e manter um sistema de cobrança. Ao passo que, com o banco, o construtor não arca com essa responsabilidade e ainda recebe o pagamento a vista. Além disso, ele diz que “o autofinanciamento é ruim para a construtora porque compromete o capital de giro”.
    Dentre as 550 empresas associadas ao Sinduscon-CE, ele garante que não há nenhuma que trabalhe exclusiva ou prioritariamente com autofinanciamento.
    “A não ser quando o pagamento é a vista ou em no máximo de três a seis vezes. Nesse caso, quem não quer vender parcelado?”, pergunta.
    Vantajoso
    Conforme o empresário da construção, tanto para o construtor como para o consumidor, o financiamento bancário é hoje muito mais vantajoso. Além de prazos maiores e prestações menores, financiar a casa própria por meio de crédito bancário oferece mais segurança.
    “Os bancos só fecham contratos se a construtora estiver bem de vida e dentro da legalidade. É mais seguro e mais barato. No autofinanciamento as construtoras geralmente praticam juros com base no IGP-M + 1%. O resultado dessa equação é sempre mais caro dos que juros oferecidos pelos bancos”, garante. Segundo Montenegro, “o construtor que não estiver habilitado a trabalhar com financiamento bancário está fora do mercado.”

    Toque de sofisticação nos lares da classe C

    Famílias de classes emergentes se tornam os novos filões do setor de móveis planejados

    Ela não quer mais apenas uma casa, ela agora quer uma casa bonita, decorada igual a da novela que assiste na TV. E agora ela pode. A classe C hoje não conta só com facilidades em programas de financiamento habitacional para adquirir o imóvel próprio e o fato de estar mais capitalizada a seu favor. Os produtos e serviços de decoração também ficaram mais baratos, de fácil acesso, e isso, tem feito dela, a menina dos olhos de empresas do segmento.

    Cid Tannous, gerente da Criare Móveis Planejados que o diga. “Quando abrimos a loja nosso foco era basicamente a classe B e B+, mas percebemos que esse boom no mercado imobiliário colocou muita gente da classe C, que comprou casas e apartamentos de 40 a 70 m² à procura de móveis planejados para otimização do espaço”, conta.

    Segundo o gerente, atualmente é possível mobiliar com planejados quartos, sala, banheiro e cozinha de um imóvel entre 60 e 70 m² por cerca de R$ 20 mil. Com mais R$ 10 mil, dá pra incluir ainda os eletrodomésticos básicos, como geladeira, fogão, televisor e alguns itens, como sofá e cama. Há cerca de dois, três anos, um projeto igual sairia por, em média, R$ 50 mil.

    Regras de aplicação do FGTS se tornem mais rígidas

    A Resolução 576 da Caixa Econômica Federal (CEF), de 22/3, tornou mais rígidas as regras de liberação de recursos do FGTS para o financiamento da moradia. O objetivo é concentrar as aplicações em imóveis de até R$ 170 mil, destinados às faixas de renda média-baixa e popular. O impacto será maior nas grandes metrópoles, onde os preços elevados dos imóveis tornaram a comercialização muito dependente da oferta de crédito.

     

    Pelas regras do Conselho Curador do Fundo, só podem ser financiados com recursos do FGTS imóveis no valor de até R$ 500 mil. Mas, na prática, o limite acaba ultrapassado, nas operações em que o Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) adquire cotas de fundos de investimento em direitos creditórios (FDICs).

     

    A Resolução 576 determina que os recursos do FGTS só serão aplicados em fundos que destinem no mínimo 60% da carteira a imóveis de até R$ 170 mil e que os recursos devem ser distribuídos regionalmente.

     

    Ao concentrar os financiamentos em imóveis de até R$ 170 mil, o FGTS cumpre o objetivo original do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de reduzir o déficit de moradias, estimado em 6 milhões de unidades. O orçamento de R$ 43,9 bilhões, de 2012, prevê a aplicação de R$ 26 bilhões em moradias populares, R$ 2,5 bilhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários e R$ 1 bilhão na modalidade pró-cotista, para financiar os trabalhadores que já têm conta vinculada no fundo e renda superior a R$ 5,4 mil. Outros R$ 10 bilhões do fundo foram destinados ao saneamento básico e à infraestrutura urbana e os restantes R$ 4,5 bilhões deverão ser empregados nos abatimentos a mutuários, ou seja, subsídios.

     

    A política de aplicação do FGTS é justificável, mas, na prática, restringe o acesso ao imóvel próprio de muitas famílias de classe média. Nas regiões mais centrais de São Paulo, por exemplo, o valor máximo do imóvel financiado pelo fundo só permite a aquisição de uma unidade nova compacta. Neste caso, o FGTS atende apenas às necessidades de pessoas solteiras ou casais sem filhos. O FGTS é a segunda fonte mais importante de crédito imobiliário, abaixo apenas das cadernetas de poupança, e financiou em 2011 mais de meio milhão de unidades.

     

    O fundo é o sustentáculo do programa Minha Casa, Minha Vida, que permitiu ampliar a atividade da construção e, apesar dos atrasos, a oferta de moradias. Mas, se sobram recursos no FGTS e se essa situação tende a perdurar, parece razoável atender melhor as famílias de classe média que vivem nos grandes centros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    BB deve financiar mais 400 projetos neste ano

    Se a estratégia anunciada do Banco do Brasil (BB) é ganhar o mercado de imóveis, quintuplicando a carteira de crédito até 2014, os financiamentos a construtoras e incorporadoras de todo o País é um dos focos. Neste ano, já foram 200 os projetos em carteira já contratados. Estão em andamento outros 400, que devem ter contratação de financiamento confirmada ao longo do semestre.

    É o que afirma o executivo da diretoria nacional de crédito imobiliário do BB, Rudimar Ângelo Locatelli. “O maior aporte de financiamentos imobiliários não só para pessoa física como jurídica é o grande foco do Banco do Brasil em 2012”, destacou Locatelli ontem, no I Seminário de Gestores Financeiros de Empresas da Construção Civil.

    O evento foi promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE) e teve quatro palestras. Dentre elas, a do executivo do BB e também o economista-chefe do banco, Élcio Gomes Rocha.

    Os 200 projetos de empreendimentos que já tiveram o financiamento aprovado pelo Banco do Brasil neste ano totalizam 50 mil unidades. Os outros 400 em análise também somam 50 mil imóveis, segundo Rudimar Locatelli.

    Minha Casa, Minha Vida

    Desde 2008 atuando no financiamento de imóveis dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, esse é o outro filão que devem aumentar a carteira de clientes do BB. “Estamos vindo com crescimento muito forte. A carteira (de crédito imobiliário) está atingindo quase R$ 9 bilhões, apesar de só três anos de atuação”, afirma o executivo.

    A responsabilidade do BB, delegada pelo Governo, é financiar 412 mil imóveis, sendo 184 mil para beneficiados da faixa 1 (com renda até R$ 1.600) e mais 228 mil imóveis das faixas 2 e 3 (acima de R$ 1.600).

    Esses planos de financiamento foram colocados como meta até 2014, quando a carteira de crédito imobiliário do banco deve atingir R$ 40 bilhões e cerca de 10 mil operações por mês nesse segmento.

    Hoje, o Banco do Brasil é o quinto do mercado no setor de crédito imobiliário e realiza três mil operações por mês. Mas, em crescimento mensal, já é o terceiro, atrás do Itaú e da líder Caixa Econômica Federal, que domina 69% do mercado.

    O quê

    ENTENDA A NOTÍCIA

    As projeções do Banco do Brasil ganham impulso com a recente redução de juros e ampliação de crédito anunciadas pelo banco no dia 4. Nenhuma taxa de juros de financiamento do BB feito a partir de ontem passa dos 3%.

     

    Fonte: Jornal de Hoje

    Consulta ao crédito dobra no BB

    A primeira instituição financeira pública do País a anunciar a redução na taxa de juros operadas em seu portfólio de financiamentos, o Banco do Brasil (BB) afirmou ontem que a medida direcionada pelo governo Federal fez o número de consultas às suas linhas de crédito disponíveis para a aquisição de veículos dobrarem já na primeira semana que o pacote estava disponível. A expansão foi observada tanto nas agência do Ceará quanto nas de todo Brasil.
    “A gente anunciou o pacote de reduções no dia 4 (de abril) – nas vésperas do feriado (da Semana Santa). Na segunda-feira, todo o material de divulgação já estava de posse das agências e na terça percebemos um aumento muito forte no financiamento de veículos, que dobrou”, contou o superintendente do BB no Ceará, Luís Carlos Moscardi.
    A declaração foi dada durante o I seminário de gestores financeiros de empresas da construção civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE).
    Na avaliação de Moscardi, apesar de nem todas as consultas terem culminado em contratações, isso representa o sucesso da nova estratégia e motiva uma expectativa de aumento da carta de clientes nos próximos dias. Segundo o executivo, a repercussão nacional deste tipo de contratação foi constatada na reunião entre todos os superintendentes da instituição. Ele ainda informou que o financiamento de veículos “estava praticamente estacionado depois da última medida do governo para inibir a compra de carros novos”.
    Atualmente, o BB opera 0,99% de taxa neste tipo de contratação sem adicionais.
    Carro-chefe
    De olho nos clientes da concorrência, o superintendente do banco no Ceará disse está na contratação associada a serviços a aposta da instituição para angariar mais contas. “Acreditamos que, com a divulgação na mídia, com as pessoas começando a conversar um pouco mais, elas vão se interessar pelo pacote onde os detentores do nosso cartão podem optar também pelo uso da assessoria financeira”, argumentou. Para este segundo serviço oferecido pelo BB, ele afirma que o banco irá direcionar os clientes para os investimentos mais pertinentes às vontades e à condição financeira deles. “Assim, vamos receber muitos clientes que estão na concorrência pagando até 12% de juros”, diz.
    Construção civil
    Em palestra a membros do setor imobiliário cearense e executivos de finanças, o especialista da diretoria nacional de crédito imobiliário do BB, Rudimar Locatelli, apresentou os planos de financiamento da instituição para incorporadoras e construtoras a partir das metas do banco para o Minha Casa, Minha Vida 2 (MCMV 2).
    No Ceará, como o Diário do Nordeste noticiou com exclusividade em janeiro deste ano, o banco mira 11 mil unidades até 2014, ancoradas, principalmente, na participação da faixa mais baixa de renda do projeto federal, a qual o BB começou a operar neste ano e que tem pessoas de até R$ 1.600 de renda mensal por família. Segundo Locatelli, a meta de 400 mil unidades em todo o País dentro dos próximos três anos buscará nas incorporadoras e construtoras os parceiros para serem atingidas.
    “A nossa estratégia é buscar viabilizar a meta de 400 mil unidades apoiando a produção de empreendimentos junto às incorporadoras com as linhas de crédito que temos disponíveis para pessoa jurídica”.
    Concorrência
    Questionado sobre a concorrência da Caixa – outro banco público que já atuava com crédito imobiliário -, o executivo garantiu a eficiência do BB pelo tempo de preparo fora do mercado, “avaliando onde eram eficientes e onde eram deficientes para reparar os erros”.
    A meta do BB para o setor imobiliário é saltar dos R$ 8 bilhões operados entre 2008 e 2011 a partir de três mil operações por mês para R$ 40 bilhões com 10 mil operações por mês entre 2012 e 2014, alcançando a liderança no segmento.
    Macroeconomia favorável
    Também para a palestra do Ibef-CE, o banco levou seu economista chefe, Elcio Gomes, que reforçou a participação da nova classe média e do acesso ao crédito como principais motivos para o bom momento da construção civil em alguns estados brasileiro, como o Ceará.
    “Fala-se em preços demasiadamente altos, de bolha imobiliária, mas eu não acredito nisso, estamos vivendo um aumento de preços em função dos bons fundamentos do setor”, afirmou o executivo.
    Em contrapartida, ele alertou sobre a exportação ancorada em commodities, o câmbio valorizado e o baixo dinamismo da indústria manufatureira – “onde a construção tem participação” – como uma das preocupações da economia nacional.
    Imóveis
    11 mil unidades é o que a instituição financeira planeja atingir no Estado até 2014, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida 2, sobretudo na baixa renda